Laboratório de Ultraestrutura Celular Hertha Meyer

Diferentes linhas de pesquisa vêm sendo desenvolvidas no Laboratório de Ultraestrutura Celular Hertha Meyer. Todas podem ser agrupadas em três projetos principais: o estudo da organização estrutural de parasitas, sua interação com células do hospedeiro e o desenvolvimento de novas drogas que possam ser utilizadas em quimioterapia.

O estudo do ciclo evolutivo de protozoários tem sido abordado com um enfoque celular. Neste sentido, a organização estrutural do Trypanosoma cruzi, Leishmania amazonensis, Toxoplasma gondii, Giardia lamblia e Entamoeba histolytica, bem como alguns tripanosomatídeos não patogênicos pertencentes aos gêneros Herpetomonas e Crithidia, vêem sendo analisadas nos últimos anos. Enfase especial tem sido dada ao estudo da organização da membrana plasmática, do citoesqueleto, de organelas que fazem parte da rota endocítica, e o endosimbionte encontrado em algumas espécies de Crithidia. Nesses estudos procuramos conjugar o uso de diferentes abordagens morfológicas, como o emprego da microscopia confocal, de varredura de alta resolução, de força atômica e eletrônica de transmissão de cortes finos e de réplicas obtidas pela técnica de criofratura. Citoquímica enzimática e imunocitoquínica são utilizadas visando à localização de macromoléculas em determinadas estruturas celulares. A reconstrução tridimensional de determinadas estruturas, especialmente o sistema de vesículas periféricas de Giardia lamblia e as organelas secretoras de Toxoplasma gondii são realizadas com o emprego de cortes seriados e de tomografia. Em muitos casos, a técnica de fracionamento celular é utilizada visando o isolamento e a purificação de várias estruturas e organelas celulares, com o objetivo de caracterizá-Ias do ponto de vista bioquímico.

 Além dos protozoários, o laboratório vem também se dedicando ao estudo da organização estrutural da cutícula de nematóides, tomando o Litomosoides chagasfilhoi como modelo experimental.

Temos utilizado várias abordagens para o estudo do processo de interação de T. cruzi, L. amazonensis e T. gondii com a célula hospedeira. O processo inicial de reconhecimento e a sinalização celular vêm sendo investigados com o uso de microscopia de varredura de alta resolução, criofratura, imunolocalização e identificação bioquímica de proteínas que são fosforiladas durante o processo de interação. O efeito na interação de drogas que inibem proteínas kinases e fosfatases tem sido analisado. O processo de formação do vacúolo parasitóforo, bem como o isolamento e caracterização bioquímica deste, tem sido objeto de atenção. O envolvimento do óxido nítrico no controle da proliferação intracelular de protozoários também tem sido investigado.

 Nos últimos anos, vários membros do laboratório vêm participando de um esforço internacional, no sentido do desenvolvimento de novas drogas que sejam mais efetivas contra protozoários. Nossa atenção tem se concentrado no estudo de drogas que interferem com a biossíntese de ergosterol.

 

Equipe:

Chefe de Laboratório

 Wanderley de Souza

Docentes

Kildare Rocha de Miranda

Marcia Attias

Maria Cristina Machado Motta

Narcisa Leal da Cunha e Silva

Rossiane Claudia Vommaro

Susana Frasés Carvajal

Tecia Maria Ulisses de Carvalho

Docente Visitante

Juliany Cola F. Rodrigues

 

Programa: 
Biologia Celular e Parasitologia