Laboratório de Imunologia Celular

    As linhas de pesquisa do Laboratório são:

  • Identificação de novos quimioterápicos e caracterização de sua via de sinalização.
  • Identificação e caracterização do mecanismo de ação de compostos com atividade anti-MDR.

    Com uma formação em bioquímica de membranas, obtida sob orientação do Dr. Leopoldo de Meis (mestrado e doutorado), trabalhei em bioquímica da motilidade celular sob supervisão do Dr. John B.Witman, no Department of Cell Biology, Princeton University, New Jersey (USA). Trabalho realizado em colaboração com o Dr. Jorge Guerrero, Diretor do Departamento de Pesquisas da Pitmann Moore Inc, despertou meu interesse para a Imunoparasitologia. Nesta linha, que passei a desenvolver como membro do grupo do Dr. Marcelo Barcinski (IBCCF/UFRJ), identifiquei um clone de Trypanosoma cruzi (CL-14), não infectivo e não patogênico, mas que induzia proteção (vacinação). Após sua criação em 1993, o Laboratório de Imunoparasitotogia passou a usar este clone para caracterizar as respostas imunes envolvidas na proteção à infecção pelo T.cruzi e na identificação de antigenos e genes que pudessem ser utilizados para desenvolvimento de uma vacina contra este parasita. O interesse no controle da infecção levou-me à busca de novas alternativas para o tratamento da doença e à investigação da atividade tripanocida de compostos isolados de plantas. Com sua evolução este projeto passou a investigar também outras atividades biológicas destes compostos.

    Atualmente, o Laboratório de Imunologia Celular está totalmente voltado para a identificação de novos produtos com atividade tumoricida e a caracterização de seu mecanismo de ação. O objetivo desta linha é fornecer subsídeos para o desenvolvimento de novos quimioterápicos e, portanto, de novas alternativas para o tratamento do câncer, especialmente de tumores resistentes a múltiplas drogas (MOR). Para atingir este objetivo, após identificar um novo composto com atividade tumoricida, nosso grupo avalia (1) a atividade tumoricida do composto em linhagens tumorais sensíveis ou que expressam o fenótipo MOR, (2) caracteriza as vias de transdução de sinal envolvidas na atividade tumorícida, (3) estuda seu efeito sobre células de pacientes (ex vivo) e (4) sua atividade em tumores desenvolvidos em modelos experimentais (camundongos). A caracterização das vias de sinalização da atividade tumoricida envolvem o estudo da ativação de receptores de membrana ou da mitocondria, a indução de fragmentação de DNA, a ativação de caspases, a indução de espécies reaüvas de oxígênío (ROS),o papel modulador de proteinas pro- e antí-apoptóticas (família Bcl-2), de proteinas inibidoras de apoptose (IAPs), a ativação de cinases, ete. A avaliação da atividade antí-MOR envolve o estudo do efeito do composto sobre a ativídade e a expressão de proteinas MOR (P-gp e MOR1). O estudo em modelos experimentais visa avaliar se o composto é capaz de inibir o desenvolvimento de tumores e/ou metástases.

Equipe:

Chefe de Laboratório

Cerli Rocha Gattass

Programa: 
Imunobiologia
Chefe do laboratório: