Laboratório de Imunofarmacologia

LABORATÓRIO DE IMUNOFARMACOLOGIA – Programa de Imunobiologia

Chefe do laboratório: Bartira Rossi Bergmann

(Maio de 2015)

AREAS DE INTERESSE:

            O grupo da Profa Bartira Rossi Bergmann tem uma vasta gama de interesses nas áreas de Parasitologia, Imunologia e Nanotecnologia convergindo para pesquisas em vacinas e quimioterapias da leishmaniose. O trabalho tem sido financiado por agências públicas de fomento (CNPq, FAPERJ, CAPES) e empresas farmacêuticas (Aché, GSK, Sanofi).

PRINCIPAIS LINHAS DE PESQUISA:

1) Novas estratégias de vacinação contra a leishmaniose: Vacinas de mucosa e nanobiotecnologia.

            O Laboratório de Imunofarmacologia  tem investido em vacinas tolerogênicas de mucosa contra as diferentes formas de leishmaniose, e seu aprimoramento nano e microtecnológico. Ao contrário das vacinas convencionais injetáveis que buscam potencializar a imunogenicidade de determinados antígenos, a estratégia tolerogênica visa impedir uma rápida resposta imune deletéria predominante no ato da infecção, permitindo a expansão de uma resposta protetora mais eficiente.

            Pela particularidade tolerogênica do sistema imune de mucosas, várias vacinas antileishmaniais que antes se mostraram contra-protetoras por via subcutânea ou intramuscular resultaram protetoras quando administradas por via oral ou nasal. Além de antígenos purificados, como o antígeno total de Leishmania amazonensis, o lipofosfoglicano e serino proteases, vacinas gênicas na forma de plasmídeo bacteriano ou plantas transgênicas expressando o antígeno LACK foram empregadas em roedores com sucesso.  Ferramentas nanotecnológicas como partículas catiônicas mucoadesivas produzidas pelo grupo da Dra Maria Inês Ré (IPT e École de Mines-França) têm sido empregadas pelo grupo para proteger e potencializar a captação do plasmídeo pela mucosa nasal.  Além de não serem injetáveis, as vacinas de mucosa têm como vantagem o fato de não induzirem hipersensibilidade cutânea, o que deverá contribuir para sua melhor aceitação.

            Atualmente o grupo busca determinar: 1) o mecanismo imunológico protetor das vacinas de mucosas com ênfase nas células T regs; 2) o papel do retinol da dieta na eficácia vacinal; e 3) o uso de nanopartículas contendo o ácido all-trans retinóico como adjuvante vacinal, colaboração com o grupo do Prof Lucas Ferreira (UFMG).

2) Novas estratégias de quimioterapia da leishmaniose: Sistemas micro e nanoestruturados de entrega de fármacos.

            Em uma tentativa de suprir a grande deficiência dos atuais tratamentos disponíveis para as leishmanioses, particularmente os de uso tópico e oral, o Laboratório de Imunofarmacologia chefiado pela Profa Bartira Rossi Bergmann  vem investindo na descoberta de novos antileishmaniais e seu aprimoramento por meio de ferramentas nanotecnológicas.

            Dentre os novos fármacos destacam-se a quercetina, um sub-produto do extrato ativo da planta Kalanchoe pinnata, e os análogos sintéticos de uma chalcona isolada da planta Piper aduncum. Seus mecanismos imunomoduladores e antiparasitários têm sido amplamente estudados em modelos de células e de roedores.  Visando uma terapia mais controlada, os alvos moleculares das chalconas estão sendo identificados por meio de sondas químicas construídas em colaboração com o  Prof Patrick Steel  da Durham University na Inglaterra.

            A alta lipofilicidade dos novos fármacos tem permitido uma eficiente incorporação em diferentes sistemas poliméricos e lipídicos para uma maior permeação cutânea e intestinal, liberação subcutânea controlada, e melhor direcionamento e captação pelas células infectadas. Dentre os nanossistemas incorporados com sucesso incluem-se lipossomas ultradeformáveis, dendrímeros PAMAM, ciclodextrinas, nano e micropartículas poliméricas, e nanocápsulas de núcleo lipídico. Além disso, dado o alto grau de cristalização das chalconas ativas, nanocristais e microcristais estão sendo produzidos por nanomoagem e  fluido supercrítico, respectivamente, de forma a melhorar tanto os processos de encapsulamento como sua solubilidade aquosa.

            Por seu caráter multidisciplinar, a pesquisa envolve a interação com grupos de pesquisa nas áreas de química, engenharia química, física e farmácia de diferentes Instituições além da UFRJ, como UFRGS, UNICAMP, École des Mines, IPT, UFMG, USP e UFBA.  Os projetos têm recebido financiamento de empresas como Aché, GSK e Sanofi Aventis.

 

EQUIPE:

Chefe do Laboratório 

  • Bartira Rossi Bergmann 

Pós-Doutorandos 

  • Wallace Pacienza Lima
  • Milene Valéria Lopes

Doutorandos

  • Ariane de Jesus Souza Batista
  • Izabella Pereira da S. Bezerra
  • Natália de Arruda Costa
  • Douglas Escrivani de Oliveira   

Iniciação Científica

  • Júlia Gama de Azevedo
  • Eduardo Rodrigues Pereira
  • Maria Paula Gonçalves Borsodi
  • Marina Amaral Abib

Técnicos 

  • Felipe Carvalho Gondim
  • Eliane Nascimento e Silva
Programa: 
Imunobiologia
Foto_lab: 
Chefe do laboratório: