Laboratório de Radioisótopos Eduardo Penna Franca

    O nosso laboratório tem como objetivo avaliar a contaminação ambiental e humana por elementos-traço e micropoluentes orgânicos. Dentre os elementos estudados, destacamos: Cd, Cu, Cr, Pb, Fe, Mn, Ni, Zn, Se, Hg e o As. Entre os micropoluentes orgânicos podemos citar os pesticidas organoclorados (DDTs, DRINs, Lindano, Endosulfan, HCB, HCHs e etc.) ou de origem industrial como as policlorobifenilas (PCBs) e os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs).

    A abordagem é feita principalmente a partir de sistemas aquáticos, verificando compartimentos abióticos (sedimentos de fundo, material particulado em suspensão ou a água) seguido de estudos com algas, plâncton, invertebrados, peixes e mamíferos, investigados como organismos biomonitores ou em risco de superexposição. Após a constatação de que alguma possível via de acesso ao homem encontra-se contaminada por uma (ou algumas) dessas substâncias, avaliamos a contaminação humana, especialmente, através de indicadores externos não-invasivos, como cabelo e urina ou mesmo sangue e leite materno.

    A contaminação por metais pesados - Nos últimos 35 anos, esta linha de pesquisa vem estudando a contaminação ambiental por metais pesados. Assim foi nas baías de Guanabara, de Sepetiba e de Ilha Grande, assim como no Sistema Rio Paraíba do Sul - Rio Guandu (fonte insubstituível de água para o Grande Rio - onde vivem mais de 10 milhões de pessoas). Nos últimos 20 anos, uma atenção muito grande foi dada ao mercúrio (Hg), devido aos lançamentos expressivos que estavam ocorrendo na região Amazônica. Estudamos nos processos do garimpo a exposição ocupacional ao Hg, assim como a das populações ribeirinhas. Diversos rios da bacia Amazônica foram investigados, principalmente, os rios Madeira, Tapajós e Negro. Atenção especial tem sido dada aos reservatórios artificiais que apresentam condições propícias de mobilização de poluentes dos solos alagados.

    A partir de 1990, incrementou-se a participação de parceiros estrangeiros, como: Suécia, Japão, Canadá, Dinamarca, Holanda e Inglaterra. Mais recentemente, o laboratório tem interagido com universidades de países latino-americanos, como foi o caso da Bolívia, Equador, Chile, Argentina, Guatemala e Venezuela, dando cursos ou estabelecendo laboratórios ou metodologias analíticas.

    A contaminação ambiental por micropoluentes orgânicos - Como fruto de uma colaboração (já de mais de 20 anos) com pesquisadores do Ministério da Agricultura da Holanda, através de um projeto financiado pela Comunidade Econômica Européia, o nosso laboratório se capacitou para a determinação das concentrações de micropoluentes orgânicos clorados; com destaque para pesticidas banidos como o DDT, Lindano (ou HCH), DRINs (Aldrin, Eldrin, Dieldrin, etc).

    Também mensuramos componentes de origem industrial como as policlorobifenilas ou bifenilas policloradas (PCBs, etc.), assim como de Hidrocarbonetos Poliaromáticos (HPAs). Como primeira área de pesquisa, estudou-se a bacia do Rio Paraíba do Sul - Rio Guandú. Mais recentemente, uma área endêmica de Leishmaniose no estado do Rio de Janeiro, com resíduos de DDT, foi objeto de estudo. Estudos similares estão sendo realizados em colaboração com grupos locais na Amazônia como com a Universidade Federal de Rondônia (parceria já de 20 anos).

     Parceiras internacionais são mantidas com a Alemanha (Helmholtz/Munique), a França (IFREMER/Nantes), Chile (EULA/IUniv. Concepcion), Espanha (CSIC/Madri e Barcelona) e Bélgica (Univ. de Liége). No plano nacional nossas principais parcerias são com a UERJ (Fac. Oceanografia). Mantemos ainda um ótimo relacionamento com o IOC, o IFF e o Instituto Aggeu Magalhães (Recife-PE), todos esses unidades da FIOCRUZ. Nossos projetos contam com o apoio financeiro da FAPERJ [(1) Grupos Emergentes, (2) Programa Pensa-Rio, (3) Projetos Temáticos], CAPES [(1) PROBRAL, (2) Ciências do Mar], CNPq [(1) Programa Arquipélago, (2) Cooperação com FNRS (Bélgica)] e da Mount Sinai School of Medicine através do Programa Internacional de Treinamento em Medicina Ambiental e Ocupacional (ITREOH-NIH/USA).

    Estudos ecotoxicotológicos - Em várias situações, experimentos de laboratório ou de transplantes acompanham os trabalhos de biomonitoração que se utilizam de animais e vegetais expostos ao ambiente contaminado. Assim foi feito com algas, macrófitas aquáticas, plantas epífitas, organismos aquáticos filtradores, peixes e mesmo pequenos roedores.

    Projeções para o futuro - Implantação de métodos analíticos que permitam a determinação de metais-traço e outros poluentes em concentrações ainda mais baixas como em águas naturais. Implantação de metodologias para a investigação de substâncias que exercem interferência sobre o sistema endócrino (endocrine disruptors), tanto do ponto de vista analítico, como biológico, em uma clara oportunidade para a cooperação translaboratorial. Implantação de novos métodos em ecotoxicologia.

Equipe

Chefe de Laboratório

Olaf Malm

Docentes

João Paulo Machado Torres

Paulo Renato Dorneles

Robson R. Bernardo

Pós-doutorandos

Claudio E.A. Silva

Daniele Botaro

Daniele F. P. Carvalho

Mariana B. Alonso

Petrus M. A. Galvão

Rodrigo O. Meire

Doutorandos

Adan S. Lino

Ana Carolina M. I. Dias

Ana Carolina P. da Costa

Cleber C. Luz

Dario Carvalho

Larissa S. T. da Cunha

Liane P. Farías

Marilia H. Mussy

Mestrandos:

Adriana R. L. Pessôa

Flávia V. Mello

Juliana S. Souza

Iniciação Científica

André P. Almeida

Daniele R. Souza

Eduardo C. P. Duarte

Fábio B. M. Torres

Felipe M. Lucena

Gabriel O. Carvalho

Ian M. Briggs

Janeide A. Padilha

Jefferson E. S. Nascimento

Jessika C. da Silva

Julia C. Rossi

Leonardo F. Estrella

Rayane M. de Castro

Rebeca M. de Oliveira

Renan T. L. Longo

Sara F. Saturnino

Sergio Cardoso

Thaís C. Paiva

Yago S. Guida

Vanussa M. Costa

Iniciação Científica – Ensino Médio

Vanussa  M. Costa

Pesquisador Associado

Erli S. Costa

Técnicos

Adan S. Lino

José Ricardo Thomas

Glenda P. Eduardo

Tatiane B. Holanda

Programa: 
Biofísica Ambiental
Foto_lab: 
Chefe do laboratório: